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O nível 80 não é o fim — e não existe corrida por equipamento
O teto de equipamento é baixo de propósito. O que isso muda, o que sobra para fazer e por que ninguém fica para trás.
Em quase todo MMORPG, a expansão nova invalida o equipamento antigo e recomeça a escada. Guild Wars 2 recusou esse ciclo desde o começo, e essa é a diferença estrutural mais importante entre ele e os concorrentes.
O teto de equipamento
A qualidade Exótica é barata e acessível logo ao chegar ao nível 80. A qualidade Ascendente, um degrau acima, dá um ganho pequeno de atributos — e é o teto. Não há nada além. Equipamento comprado hoje continua competitivo daqui a três expansões.
O que sobra para fazer
Tudo que não é escada de poder:
- Armas lendárias. Mesmos atributos das ascendentes, com a vantagem de trocar de atributo à vontade e um visual marcante. São projetos de meses, escolhidos por quem quer um objetivo longo.
- Maestrias. Um sistema de progressão de conta, sem nível, que destrava movimento e interação específicos de cada região: planar, montar, decifrar línguas, pescar.
- Conquistas e coleções. Estruturadas de forma que dão rumo sem virar obrigação diária.
- Conteúdo de grupo. Fractais, raides e strikes, que continuam sendo o desafio mecânico do jogo.
O efeito colateral bom
Como ninguém fica para trás, voltar ao jogo depois de uma pausa longa não cobra pedágio. Você não precisa refazer equipamento nem subir uma escada perdida — o personagem que você deixou continua pronto. É a razão mais citada por quem joga o título há mais de uma década.
O efeito colateral ruim
Quem se motiva por número subindo pode achar o fim de jogo sem rumo. O jogo entrega liberdade, não uma lista de tarefas, e nem todo mundo quer liberdade.
